Tecnologias móveis e gestão são discutidas no Workshop para estabelecimento das “Opções Estratégicas” em Saúde para a AMB

set 8 • Notícias, Saúde • 726 Views • Comentários desativados em Tecnologias móveis e gestão são discutidas no Workshop para estabelecimento das “Opções Estratégicas” em Saúde para a AMB

A organização da rede assistencial, o modelo de gestão e a incorporação tecnológica foram os três eixos centrais do Workshop para estabelecimento das “Opções Estratégicas” em Saúde para a Área Metropolitana de Brasília (AMB). Realizado no âmbito do Projeto Brasília 2060, em Brasília, nos dias 02 e 03 de setembro, o evento reuniu profissionais, gestores e especialistas na área de Saúde da AMB e de outras regiões de país.

“A área de saúde vai sofrer mudanças radicais até 2060. Nesse sentido, devemos ter a real dimensão de como é que está a situação de saúde em Brasília. Esperamos que a discussão desses três eixos colabore para o desenvolvimento de um sistema de informação para o monitoramento da saúde em longo prazo, pensando em um planejamento integrado”, explica Vinícius de Araujo Oliveira, coordenador da área de saúde do Projeto Brasília 2060.

Cecília Leite, diretora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), instituição realizadora do projeto, explica que o evento representa um marco nas ações do projeto. “Começamos uma nova etapa na área de saúde do Projeto Brasília 2060. Agora vem o mais difícil e o mais importante, pois, a partir desse evento, poderemos chegar a visões e contribuições do que deve ser a saúde que almejamos para o Distrito Federal em 2060”.

O professor Paulo Egler, coordenador do Projeto Brasília 2060, explica que as ações do Projeto são realizadas com a finalidade de estabelecer um sistema de informações que colete, sistema e dissemine informações e possa subsidiar o planejamento. “O Projeto atua nas políticas e programas públicas tendo como objeto de trabalho a cidade de Brasília e seu entorno. Trata-se de um trabalho de prospecção de futuro que deve estar embasado no presente. Desse modo, não se pode planejar o futuro sem ter muito clara qual é a realidade hoje”, contextualiza o professor.

Como detalha Paulo Egler, há uma lacuna de informações sobre vários temas fundamentais para pensar o futuro da cidade, as quais poderiam ser utilizadas para o planejamento e a formulação de políticas públicas. “Não é necessariamente inexistência de informações, mas o fato delas estarem fragmentadas e desorganizadas, o que representa um grande gasto de tempo. Assim, almejamos a criação desse sistema que integrará de forma bastante consistente informações estatísticas e censitárias, textos e imagens, e informações georreferenciadas”, explica.

A tecnologia à disposição da Saúde

Para Luis Fernando Rolim, Doutor em Saúde Global, palestrante do workshop, existe uma visível desproporção entre os serviços públicos e privados e o uso intensivo de tecnologias móveis. Entre as recomendações de Luis Rolim para a saúde no Distrito Federal está a adequação dos serviços e modalidades de tecnologia móvel e de baixo custo, a qualificação de serviços prestados com foco na satisfação do usuário e na segurança assistencial e a eficiência operacional. “É uma responsabilidade setorial que temos que responder”, afirma. Uma das conclusões dos grupos para o eixo de incorporação tecnológica do evento aponta para a construção de um plano diretor de tecnologia de informação, comunicação e integração.

“É crucial que a discussão da incorporação tecnológica ou da digitalização ou utilização de ferramentas trespasse esse processo de construção da política pública. Essas ferramentas podem nos ajudar enormemente no processo de desenho de um modelo, ou de desenho de uma rede de serviços pra atender às necessidades da população de uma forma mais racional, pensando, por exemplo, que mobilidade urbana hoje é um problema para a população e que a conectividade é uma das fortalezas do Brasil”, defende Dr. Luís.

Também presente ao evento, Jorge Harada, diretor do Departamento de Articulação Interfederativa, unidade da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (DAI/SGEP/MS), do Ministério da Saúde, apontou que o workshop acontece em um momento oportuno para a discussão sobre a saúde no Brasil. “Devemos colaborar para a agenda intersetorial na promoção e a progressão da saúde e da cultura de paz. É preciso fortalecer um processo de gestão compartilhada”, recomendou.

Paulo Fleury, responsável pela elaboração da Linha de Base de Saúde do Projeto Brasília 2060, explicou em palestra sobre a desigualdade social no DF e o crescimento populacional – em grande parte pela imigração com objetivos educacionais e profissionais. “A forte desigualdade de renda e a imigração para o DF definem um quadro social com graves impactos para a vida e a saúde das pessoas, compondo um cenário de alto nível de violência e agravos à saúde. No melhor dos cenários, a situação de Brasília está sem melhorar nada ou deteriorando”, explicou Fleury, ressaltando a necessidade de repensar a saúde no DF.

O evento também contou com a palestra da Dra. Betina Durovni, Subsecretária da Atenção Primária do Município do Rio de Janeiro, que detalhou estratégias de sucesso no Município do Rio de Janeiro na área da saúde.

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