Equipe do Projeto Brasília 2060 avalia ações realizadas e comemora o lançamento de um banco de dados

dez 12 • Notícias • 392 Views • Comentários desativados em Equipe do Projeto Brasília 2060 avalia ações realizadas e comemora o lançamento de um banco de dados

Integrantes da equipe de coordenação do Projeto Brasília 2060 reuniram-se na sede do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), no dia 08 (quinta-feira), para uma reunião de avaliação das atividades realizadas durante o ano de 2016. Sob a liderança do Ibict, o Projeto Brasília 2060 representa um experimento de elaboração de políticas, planos e programas públicos, tendo como objeto de trabalho a Área Metropolitana de Brasília (AMB).

Durante a reunião, a equipe realizou um balanço das áreas temáticas para o processo de experimentação de formulação de políticas, planos e programas: Ciência, Tecnologia e Inovação; Cultura, Esporte e Lazer; Educação; Especializações Inteligentes; Expansão Urbana e Uso da Terra; Mobilidade Urbana; Planejamento, Gestão, Orçamento e Fazenda; Saúde; e Segurança Pública.

A diretora do Ibict, Cecília Leite, afirmou que o ano foi positivo para o Ibict, com a realização de vários projetos, entre eles, o Brasília 2060. “A partir de agora, a missão do Ibict é consolidar as ações desempenhadas pela equipe do Projeto Brasília 2060”, afirmou a diretora. Cecília Leite citou também algumas iniciativas de destaque do Ibict em 2016, como a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), o projeto BR-CRIS, o Saberes do Cerrado e a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD).

Para a consolidação das ações mencionadas pela diretora, o coordenador do Projeto Brasília 2060, professor Paulo Egler, explicou, na reunião, que a área de Planejamento, Gestão, Orçamento e Fazenda – recém-criada no âmbito da iniciativa, será fundamental em 2017 para a integração das áreas. Além disso, o coordenador citou outras duas novas áreas no projeto: Expansão Urbana e Uso da Terra e Especializações Inteligentes.

“A temática de Especializações Inteligentes objetiva discutir os aspectos das opções econômicas para a AMB. Nós estávamos avançando com todos esses componentes, como educação, saúde e educação, mas havia uma grande lacuna, que era pensar quais seriam as possibilidades de desenvolvimento econômico, como as opções de geração de empregos e a geração de renda dentro do espaço da AMB. A área está pautada por um método que vem sendo utilizado pela Comissão Europeia, em termos de políticas regionais”, explicou Paulo Egler.

O método mencionado por Paulo Egler, Estratégia de Pesquisa e Inovação para Especializações Inteligentes (ou em inglês Research and Innovation Strategies for Smart Specializations, RIS3), vem sendo utilizado por instituições como a Comissão Europeia e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na definição de políticas de desenvolvimento econômico e social em nível regional.

Paulo Egler acrescentou que outra ação fundamental, que já começou a ser realizada e continuará em 2017, é o desenvolvimento de um componente de consulta à sociedade. “Desde o início do projeto, consideramos que seria vital que fossem desenvolvidos procedimentos e instrumentos de consulta à sociedade”, afirmou.

Por fim, Paulo Egler mencionou sobre um dos principais produtos do Projeto Brasília 2060 em 2016, que foi a consolidação do banco de dados do projeto. Os dados vetoriais do projeto Brasília 2060 foram organizados em Banco de Dados Postgresql/Postgis. O Postgresql é um sistema de banco de dados objeto-relacional de código aberto, disponível para rodar nas plataformas Windows, Linux e Unix. Os dados ainda estão armazenados no Banco de Dados da empresa de consultoria Geoeconomica, responsável pelo seu desenvolvimento. No futuro esta base será hospedada no Ibict.

Um dos representantes das áreas temáticas, o coordenador de Planejamento, Gestão, Orçamento e Fazenda, André Clemente, reforçou o aspecto apontado por Paulo Egler sobre a importância desta temática para a concepção de políticas, planos e programas. “A importância do planejamento é que ele constrói estradas. Se você sabe pra onde vai, você sabe qual o caminho tomar. O planejamento é central justamente para integrar as diversas áreas, uma vez que tal atividade demanda uma infraestrutura necessária para que os serviços públicos funcionem”, explicou André Clemente.

Nesse sentido, André Clemente explicou que o Estado existe para atender necessidades em prol da sociedade: “o Estado é meio, não é fim. A sociedade é o fim. Então, a função do planejamento é integrar essas estruturas, tornando efetiva a prestação de serviços públicos em curto prazo, médio prazo e longo prazo, em função dos recursos disponíveis”.

O site criado para disponibilização de dados do projeto é: http://www.geoeconomica.com.br/Brasilia_2060/index.html.

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